sexta-feira, 8 de junho de 2012

Frases de Luiz Gonzaga



“E sempre preferi o espetáculo ao ar livre, para divertir aqueles que não podem pagar. Tem também os espetáculos de circo, em que eu me sinto à vontade. Nunca gostei foi de trabalhar em clube. Quando me convidam para esses lugares, eu até tremo. As poucas vezes que fui só faziam dizer: ‘Quem é esse cara?’”.

Luiz Gonzaga, Revista Veja, 15/3/1972.

Asa Branca é um protesto que fiz. Um protestozinho cristão, puramente nosso. Protesto perigoso é aquele importado, de agitação. Asa Branca não é isso”.

Luiz Gonzaga, Folha de São Paulo, 25/3/1978. 

"Não é preciso que a gente fale em miséria, em morrer de fome. Eu sempre tive o cuidado de evitar essas coisas. É preciso que a gente fale do povo exaltando o seu espírito, contando como ele vive nas horas de lazer, nas festas, nas alegrias e nas tristezas. Quando faço um protesto, chamo a atenção das autoridades para os problemas, para o descaso do poder público, mas quando falo do povo nordestino não posso deixar de dizer que ele é alegre, espirituoso, brincalhão. Eu sempre procurei exaltar o matuto, o caboclo nordestino, pelo seu lado heróico. Nunca usei a miséria desvinculada da alegria."

Luiz Gonzaga, Revista Veja, 1982

"Quando eu ouvi aquela gaita (sanfona), aquele homem [Pedro Raimundo], aquele homem fazer aquilo no que era mestre, me deu uma loucura. O único expectador no estúdio (da Rádio Mayrink Veiga era eu, e ele me reconheceu e até mexeu comigo, improvisando trovas sobre a minha presença. Senti que ele era uma fera e fiquei apaixonado. Encontrei o meu caminho ali".

Luiz Gonzaga, O Estado de São Paulo, 9/6/1985.

 “Gostaria que lembrassem que sou filho de Januário e dona Santana. Gostaria que lembrassem muito de mim; que esse sanfoneiro amou muito seu povo, o Sertão. Decantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes. Decantou os valentes, os covardes e também o amor”.

Luiz Gonzaga 

"Vocês sabem, eu estou aqui [em programa de rádio no Recife (1966)] pra cantar meus baiões, com muita honra. Se não fosse Jota Austregésilo eu não estaria aqui. Eu tinha passado em branco em Recife, depois que eu bati todos os recordes de bilheteria nesta capital. Fiz mais de vinte espetáculos, mais de vinte temporadas, sem criar caso, escândalo. Sempre fui um homem simples das ruas, andando com a cara do povo, com o passo do povo, o jeito do povo, vestindo a mesma roupa do povo. Seria um absurdo que agora, que me sinto um homem capaz, cheio de saúde, ainda decantando essa raça que é a nordestina, decantando esse povo, com fo

rça e vontade, que passasse pela minha capital, capital do meu Estado, em branco! Pois eu ia passando em branco! Não ia cantar em lugar nenhum, porque ninguém me deu oportunidade dessa vez (...). Eu estou, com prazer, dentro dessa mesma rádio [Rádio Clube de Pernambuco] que me lançou em 1946. Dessa casa onde uma vez eu tentei entrar de não pude, porque o povo ficou lá fora esperando, e eu entrei escondido".

Luiz Gonzaga O Homem, Sua Terra e Sua Luta, José Mário Austregésilo, 2007

Nenhum comentário: